terça-feira, 16 de outubro de 2018

A Regra dos 80



É comum ver em grupos de discussão sobre finanças pessoas perguntando a respeito de qual seria a alocação de capital ideal em renda fixa e renda variável. Particularmente, eu acredito que não existe uma alocação ideal ou absolutamente correta, sendo essa uma questão pessoal - uma mesma alocação pode ser ideal para uma pessoa, e ao mesmo tempo ruim para outra. Depende de muitos fatores, como seus objetivos (aposentadoria, compra de um imóvel, automóvel ou geração de renda, por exemplo), perfil de investidor (arrojado, com mais tolerância a risco e à volatilidade, ou conservador), e idade. Sobre esse último fator que eu citei, a idade, uma vez eu vi um especialista em finanças falando sobre uma regra simples para determinar o percentual de alocação em renda fixa e variável baseando-se na idade.

Essa regra simples ficou conhecida como a regra dos 80. Considere o número 80, e subtraia dele a sua idade. O resultado equivale ao percentual indicado para alocação do seu patrimônio em renda variável. Se você tem 20 anos, por exemplo, a regra indica que você deve alocar cerca de 60% (80 - 20) do seu capital em renda variável, e os 40% restante em renda fixa. Já uma pessoa com 60 anos, já não deve se expor tanto ao risco, e a regra indica 20% de alocação em renda variável. Para quem já passou dos 80, a regra sugere todo o capital alocado na renda fixa.

No livro "O Investidor Inteligente" (já falamos sobre ele aqui), o autor Benjamin Graham estabelece um percentual entre 25% e 75% de alocação em renda variável, sugerindo que o leitor vá rebalanceando essa alocação conforme o momento da economia (Em períodos de pessimismo compre mais ações, fazendo com que esse percentual caminhe para próximo dos 75%. Já em momentos de otimismo exagerado, faça o contrário, caminhando para próximo dos 25% de alocação em renda variável). Já é uma proposta que se aproxima mais do que eu penso.

E o que eu penso a respeito da regra dos 80? Penso que talvez sirva para quem não tem ideia do que fazer com seu capital e precise de uma regra rígida para decidir como alocar seu patrimônio. Se você sabe um pouco mais a respeito das suas finanças, acho que a regra dos 80 é uma grande bobagem nesse caso. Warren Buffet, por exemplo, um dos homens mais ricos do mundo e considerado o maior investidor do mundo, tem quase 90 anos e, segundo ele, a renda fixa é apenas um local seguro para estacionar enquanto espera por boas oportunidades na bolsa.




Acho que o importante é estudar bem as diversas formas de investimento e entender como esses investimentos reagem nos diversos cenários. Além disso é preciso conhecer bem a si mesmo(a) e saber o que quer. Feito isso, você deve estabelecer a estratégia que mais atende aos seus objetivos e ao seu perfil.

A minha regra é a seguinte: acumule na renda fixa o suficiente para se manter sem luxos supérfluos por um ano, e vá ser feliz na renda variável depois disso. Suponha que você viva hoje com 3 mil reais por mês. Faça uma análise dos seus gastos e veja o que você poderia enxugar num caso de uma emergência financeira - se você perder o emprego ou ficar sem nenhuma fonte de renda, talvez você deva cancelar a assinatura de TV a cabo, parar de sair pra beber ou comer fora, e comprar apenas o essencial e mais simples no supermercado, reduzindo suas despesas mensais para 2 mil reais, por exemplo. Nesse caso, 24 mil reais seriam o suficiente para se manter por um ano nessas condições (isso sem contar que, se você perder o emprego ainda receberá o acerto, multas, FGTS e seguro desemprego).

Com um ano de despesas cobertas, você terá mais tranquilidade para colocar a cabeça no lugar e executar algum plano para dar a volta por cima. Depois de estabelecer essa reserva de segurança na renda fixa, meu palpite é investir na renda variável. Faço isso porque para mim a renda variável está associada à produção, motor que gera riqueza de forma muito mais acentuada que qualquer juros de renda fixa. Eu estabeleci para mim o objetivo de investir na bolsa tanto na alta quanto na baixa, faça chuva ou faça sol - na alta eu surfo a onda da alta, e na baixa eu aproveito para comprar ações de boas empresas a um preço bem baixo.

Essa então é a forma que eu aloco meu capital em investimentos. E a sua? Qual é?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Subdesenvolvimento é falta de caráter

Esse post vai ser bem rápido. Navegando pelo Youtube, me deparei com este vídeo do economista Roberto Campos. Vou deixar aqui para reflexão.



Um abraço.

Sejamos bons para que sejamos livres!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O Poder da Exponencial



Eu gostaria de te propor uma reflexão, caro leitor. Vamos supor que eu tenha uma folha de papel, cuja espessura seja de 1 milímetro. Se eu dobrar essa folha ao meio, o resultado seria uma folha dobrada com espessura total de 2 milímetros, certo? E, se eu dobrasse novamente, teríamos uma folha dobrada com espessura de 4 milímetros, e assim por diante.

Agora imagine que não haja limitações físicas para que eu dobre essa folha indefinidamente, quantas vezes eu quiser. Quantas vezes você acha que seria necessário dobrar essa folha para que a espessura total fosse equivalente à distância da Terra à Lua?

"Já sei, estoico! Você vai tentar me pegar. Eu vou ficar aqui pensando um número bem grande, algo em torno de um bilhão de vezes, e então você vai me surpreender com um número bem menor - algo como mil vezes, certo?". Se você pensou assim ou coisa parecida, você errou feio! Bastaria que eu dobrasse o papel míseras 39 vezes para que a espessura total fosse equivalente à distância da Terra à Lua!!! (Maior, inclusive!)



Não acredita? Pois bem, eu provo. Se você dobrar o papel uma vez, a espessura total será de 1,0 mm vezes 2, que dá 2,0 mm. Se você dobra duas vezes, a espessura será de 1,0 mm vezes (2)^2 (dois elevado a dois), que dá 1,0 mm vezes 4 = 4,0 mm. Observe que a cada vez que você dobra o papel, você multiplica a espessura anterior por 2. Se você dobra a terceira vez, teremos o número da vez anterior multiplicado por 2 (pois você está dobrando), ou seja, 1,0 mm vezes ((2)^2)^2, ou 1,0 mm vezes (2)^3 (dois elevado a 3), que dá 8,0 mm.

De uma forma geral, se dobrarmos N vezes um papel com espessura de 1,0 mm teremos uma espessura total de 1,0 mm vezes 2 elevado a N, ou seja, 1,0 mm vezes 2^N. Se o papel for dobrado 39 vezes, teremos a espessura de 1,0 mm vezes 2^39. Isso dá exatamente uma espessura de 549755,813888 km! E a distância da Terra à Lua é de incríveis 384400 km!

Ficou impressionado(a)? Provavelmente sim. Eu também fiquei. E isso porque trata-se de uma função exponencial. O astrofísico Carl Sagan, em um dos seus livros, afirmou que a função exponencial não é algo intuitivo para o ser humano. Nós estamos acostumados a pensar nas coisas que crescem linearmente - se eu tenho x num determinado período, terei 2x no dobro desse tempo, e 3x no triplo desse tempo. A exponencial não é assim. Ela começa a crescer bem devagar (de 1 mm, para 2 mm, depois 4 mm, depois 8, e assim por diante) e, de uma hora para outra, explode em números assustadores!

E o que tem a ver esse papo todo de exponencial? Tem a ver que quando investimos no longo prazo, o montante cresce no forma exponencial. Tanto na renda fixa, com os juros compostos, quanto na renda variável, se você investir em bons ativos e reinvestir os lucros. Acredite em mim - se você se propor a construir patrimônio ao longo da vida, é provável que você se sinta desanimado no começo, porque verá que seu montante ainda é pequeno, e os rendimentos serão pífios. Mas, se você tiver paciência e disciplina, acredite em mim, verá seu patrimônio crescer de forma assustadora. Quer um exemplo disso? Leia o meu post sobre a Itausa.

Prometo nos próximos posts trazer mais exemplos para te convencer que o investimento a longo prazo é imbatível. Por hoje é só.

Sejamos bons para que sejamos livres!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Investir versus Especular



Um dos livros mais clássicos na literatura dos investimentos é a obra O Investidor Inteligente, de Benjamin Graham. Logo no início do livro, o autor já faz uma distinção entre o investidor e o especulador. Acho que essa discussão é muito frequente quando se discute sobre análise técnica e análise fundamentalista.

Quando essa discussão surge percebo que sempre há um certo extremismo dos dois lados - tanto por parte do defensor da análise fundamentalista, que afirma que a análise técnica é um delírio e que não funciona, quanto por parte do grafista, que diz que todo o conhecimento do mercado está resumido nos gráficos, e portanto não há necessidade de analisar os fundamentos.

Eu prefiro ficar de fora das polêmicas. Sou um grande admirador da análise fundamentalista, mas não considero a análise técnica inútil. Particularmente, eu acho que a análise técnica é válida para um cenário de especulação, enquanto a análise fundamentalista é uma poderosa ferramenta no investimento. E quando eu digo isso, não é no sentido pejorativo - não há nada de errado em especular. Eu inclusive especulo as vezes. Só que pra mim, o meu plano A, como já mencionei, é o investimento em ações pensando no longo prazo, com reinvestimento dos dividendos e juros sobre capital próprio.

Como eu disse, as vezes em me aventuro em especulações. Mas o meu objetivo ao fazer isso é tentar levantar algum dinheiro no curto prazo, pra que eu possa fazer um aporte maior na minha carteira fundamentalista de longo prazo. Portanto, acho que pode ser uma boa estratégia aliar o investimento à especulação. O importante é saber o que você está fazendo - quando eu especulo, por exemplo, as vezes dá certo e as vezes da errado. Por mim, tudo bem, pois eu sei que faz parte do jogo. O problema é quando você não sabe a diferença entre investir e especular.

Por hoje é isso, pessoal.

Sejamos bons para que sejamos livres!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Sobre o Estoicismo



Nesse post eu gostaria de explicar um pouco mais sobre o nome deste humilde blog, então vou tratar do estoicismo e o que ele tem a ver com os investimentos.

Eu já conhecia o estoicismo antes de ler a respeito disso no blog do pobreta. Mas nunca tinha pensado sobre a relação do estoicismo com a nossa vida de aportadores compulsivos, então acabei me baseando no post do pobretão para criar o nome deste blog, e consequentemente este post.

O estoicismo é uma escola da filosofia que nasceu na Grécia, mas se fortaleceu por filósofos romanos, sendo que um dos principais estoicos foi Sêneca (se você quiser conhecer a obra de Sêneca, recomendo que leia o tratado "Sobre a Brevidade da Vida"). O objetivo do estoicismo é estabelecer um meio de vida que propicie a tranquilidade e a alegria, independente do cenário. E é por isso que eu considero que o não estoicismo leva à fragilidade.

Visualização Negativa



"Espere o melhor. Prepare-se para o pior. E aceite o que vier". Você provavelmente já ouviu esse ditado, e ele é uma boa representação do estoicismo. Além dessa frase, gosto da afirmação que foi estabelecida como lema dos escoteiros: "Be prepared", que foi traduzida no Brasil como "sempre alerta". Esse lema remete a uma das características do pensamento estoico, que é a visualização negativa.

A visualização negativa não necessariamente significa ser pessimista. Não é que você deve pensar que tudo vai dar errado, mas que você esteja preparado para que tudo dê errado. E isso pode fazer uma grande diferença na sua vida, pois pensando assim você não tem surpresas e não se entristece com elas. Visualização negativa é sobre ter um plano B, é sobre investir para tempos ruins, para as épocas de vacas magras.

Fatalismo



Não há muito o que falar sobre o fatalismo. Apenas que consiste em aceitar que o passado é imutável. O que aconteceu, aconteceu, independente de ter sido bom ou ruim. Então se você chegou a uma certa idade sem nenhum centavo investido, ficar repetindo que deveria ter começado mais cedo não muda em nada a sua realidade. Do meso jeito, se você fez um investimento em algo que não deu o retorno esperado, paciência. Fica a lição para uma próxima. E isso vale para várias coisas. se você investiu dinheiro em algo que não foi bom, se investiu tempo em um projeto que não deu certo, ou se investiu tempo, dinheiro e atenção em um relacionamento desastroso, não há nada que possa ser feito para mudar o passado. O melhor é focar no futuro.

Abraçar o sofrimento

Essa expressão parece algo que os bodybuilders usam na hora de falar em como eles malham. Isso porque "abraçar o sofrimento" consiste em se confortar nos momentos ruins, entender que coisas ruins acontecem e ficar ok com isso. Isso tem um poder enorme, já que a gente só consegue o crescimento com o desconforto - pra você correr 10 km, você tem que treinar e suportar o desconforto até que o seu organismo se acostume. Pra você aprender qualquer coisa, você primeiro precisa passar pelo desconforto de ter contato com algo que você não conhece ou não tem familiaridade. Por exemplo, se você está aprendendo outra língua, você passa pelo desconforto de ouvir ou ler coisas que não entende, até que você consiga a proficiência para ficar confortável com aquela língua.

E o que o estoicismo tem a ver com os investimentos?

Tudo. Investir é abrir mão do conforto hoje, pra conseguir algo melhor no futuro. Portanto, você precisa ser um verdadeiro estoico para viver bem enquanto ainda não alcançou os seus objetivos. E se você desenvolver as suas habilidades estoicas, você estará muito a frente das outras pessoas. O que mais vejo hoje em dia são pessoas frágeis - se tudo não estiver confortável, se essas pessoas não tiverem uma casa e um carro luxuoso, uma comida gourmet e roupas de marca, a vida não vale a pena para elas. E, para as pessoas que possuem tudo isso, se ocorrer algum imprevisto e elas perderem tudo, o sofrimento é enorme.

Espero que você tenha entendido a ideia. Pense a respeito da sua vida. Você é frágil ou é um verdadeiro estoico?

Sejamos bons para que sejamos livres!

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Por que eu invisto em Itaúsa

Aviso: este post não constitui uma recomendação de compra de ações. As informações aqui são apresentadas apenas para fins didáticos.

Fala, guerreiros investidores e estoicos!

Esse vai ser um post mais voltado pro mercado de ações. Pra quem leu o último post em que eu apresentei minha carteira de investimentos, você pode ter reparado que uma parte significativa do meu capital está alocada em ações preferenciais da Itaúsa (ITSA4). Considero importante saber bem os motivos de se investir em determinada empresa, então nesse post eu pretendo explicar qual é o meu racional para investir em Itaúsa. Em posts futuros eu pretendo falar sobre os outros ativos da minha carteira.



Primeiro a questão qualitativa. A Itaúsa é uma holding, que possui ações de grandes empresas. A maior parte do capital da empresa está no banco Itaú, mas eles vem tentando diversificar os investimentos em outras empresas como a Duratex, empresa de materiais de construção, e a Alpargatas fabricante dos chinelos havaianas (eles odeiam que chamem de chinelo. Insistem em falar "sandálias havaianas", mas todo mundo sabe que se trata de um chinelo). Ainda assim, cerca de 90% do capital da holding está no Banco Itaú, portanto podemos dizer que se trata de uma empresa do setor bancário.

Ao investir na bolsa eu considero recomendável ter pelo menos uma ação do setor bancário, pois banco dá lucro até na crise. E, pelo menos até hoje, o Itaú tem sido o banco mais lucrativo do Brasil. E comprando Itaúsa você ainda leva outras empresas no pacote.

Agora vamos aos números que me fizeram escolher ITSA4 para a minha carteira. Se tem uma coisa que me deixa feliz ao investir em ações é ver dividendos pingando na minha conta. É assim que eu quero viver na minha velhice.

E já que estamos falando de dividendos, veja este gráfico:


As barras em azul representam os proventos (dividendos + juros sobre capital próprio) pagos por ano e por ação ITSA4, de 1998 até 2017. Observe que foram pagos aproximadamente R$ 0,06 por ação em 1998, e esse valor foi crescendo ao longo dos anos, sendo que em 2017 foram pagos cerca de R$ 0,88 em proventos (o pagamento aumentou em quase 15 vezes!). E sabe quanto custava uma ação da ITSA4 naquela época? Cerca de R$ 0,30! É claro que existe o efeito da inflação ao longo de todos esses anos, e é por isso que eu coloquei essa informação no gráfico.

As barras em vermelho representam os valores em dividendos que seriam pagos, ano a ano, se o valor pago em proventos a partir de 1998 fosse reajustado apenas pela inflação. Nesse caso eu considerei o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) como taxa de inflação a cada ano. Perceba que se isso ocorresse, o acionista da Itaúsa teria recebido cerca de R$ 0,20 por ação em 2017, sendo que na verdade ele recebeu cerca de R$ 0,88 por ação! Ou seja, os dividendos cresceram muito ao longo dos anos, bem acima da inflação. É como se o seus salário fosse sendo reajustado a cada ano a uma taxa muito superior à inflação, o que resultaria em suas contas subirem bem mais lentamente do que seus ganhos.

Imagine que você tivesse investido o valor de um imóvel de 80 mil reais na Itaúsa em 1998, o que daria pra comprar algo em torno de 266666 ações. Naquele ano você teria recebido cerca de 16 mil reais em proventos, o que daria uma renda passiva de aproximadamente R$ 1333,33 mensais. Se você se mantivesse o investimento, seus 80 mil teriam se transformado em mais de 2,5 milhões de reais, considerando os preços das ações nos dias atuais. E o mais interessante é que em 2017 você teria recebido quase 235 mil reais em proventos, sem precisar vender as ações. É uma renda passiva de quase 20 mil por mês!

É claro que eu não invisto apenas baseado em dividendos. Acontece de uma empresa pagar dividendos altos pra alegrar o acionista e depois ficar com as finanças fora de ordem, mas perceba que a Itaúsa manteve uma onda de bons pagamentos nos últimos 20 anos, o que me dá um pouco mais de segurança.

Além disso, se você analisar outros indicadores como o lucro líquido, o endividamento e a receita, vai perceber que se trata de uma empresa sólida. Mas isso fica pra um outro post. Por agora é isso!

Sejamos bons para que sejamos livres!

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Manifesto do Investidor Estoico



Pra frente sempre. Jamais regredir ou ficar parado. A inércia é o mal que transforma o homem em um animal acuado, o predador em presa.

O investidor constrói sua fortaleza com bases sólidas e sombra acolhedora, enquanto o patrocinador consumista se perde em suas próprias vaidades e destrói sua própria fundação. O investidor tem o tempo como seu grande aliado, enquanto os demais o temem.

O estoico, por sua vez, é inabalável. Avança diante de qualquer dificuldade, e faz o muito a partir do pouco. Não há tortura que o faça sofrer. Seu contrário é o frágil e ineficiente.

Quando o investidor se funde ao estoico, temos uma personalidade guerreira e vitoriosa.  Suas fundações são sólidas, sua fortaleza é inabalável, e seu futuro glorioso. Eis os mandamentos do investidor estoico:

- Investir e avançar sempre e em todas as esferas da vida;

- Abraçar o sofrimento e questioná-lo. Quando se encara os males que nos angustiam, percebe-se que eles não são tão grandes assim;

- Questionar também o medo. Quando a razão aparece, o medo vira pó;

- Aprender mais a cada dia. Sabedoria e conhecimento são ambos importantes;

- Entender como o mundo funciona e descobrir a melhor forma de se viver nesse mundo, sem se apegar a como gostaríamos que ele fosse;

- Jamais ser frágil. Frágil é quem precisa de todas as condições favoráveis para prosperar, e é por isso que os frágeis nunca prosperam.

Sejamos bons para que sejamos livres!